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A mostrar mensagens com a etiqueta nas mãos de Deus

Irmã Elvira da Ascensão Vaz, uma vida de Fé e Serviço

A Irmã Elvira da Ascensão Vaz nasceu a 5 de dezembro de 1928, em Cerejo. Filha de um agricultor da Rapa, cresceu numa grande quinta, cuidando de rebanhos que contavam com cerca de 40 cabeças de cabras e ovelhas. Desde pequena, ajudava na criação e produção de queijo. Uma vez, quando ainda não tinha 10 anos, expulsou dois lobos com um pau comprido e pedras, sem perceber o perigo que corria. Esta coragem infantil rendeu-lhe uma fotografia no jornal da época. A mãe de Elvira, natural de Cerejo, era queijeira e, a cada 15 dias, levava queijos para Celorico, de onde trazia pão, arroz, massa e dinheiro, sustentando assim a família.  Um rapaz chamado Emídio, apaixonado, seguia-a para onde quer que fosse. Para evitar um casamento precoce, a mãe decidiu levá-la para o Outeiro de São Miguel, onde o Sr. Capelo, amigo da família, era professor. Foi neste ambiente que Elvira entrou para a Liga dos Servos de Jesus, levada pela mãe, no dia 15 de agosto. Elvira destacou-se pela sua destreza para o...

Com a irmã Elisa no céu, louvemos a Deus dizendo: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”.

  Na tranquila localidade da Ruvina, no culminar de uma vida de fé e entrega à causa de instaurar o reinado de Cristo, no passado dia 10 de dezembro, a Irmã Elisa - na fotografia abaixo com o saco de viagem pronto, partiu; mas sabemos e acreditamos não nos deixou. Nascida em 14 de agosto de 1924, filha de José Augusto Pires e Maria Rosa Martins, esta serva extraordinária dedicou mais de sete décadas ao serviço de Deus e à comunidade. O compromisso da Irmã Elisa começou em 1948, quando aderiu à Liga dos Servos de Jesus na Ruvina. Guiada pelo lema "É preciso que Jesus Reine", ela moldou sua existência na doação a Deus e na devoção à Eucaristia, encontrando força nas adorações ao Santíssimo. A descrição da irmã Elisa é de que era dócil, acolhedora, alegre e obediente uma personalidade cativante. A sua abertura aos outros era universal. Ao receber algum sacerdotes para refeições, ela permanecia no refeitório para fazer companhia, sorrindo e dialogando, mostrando com a atenção q...

Celebramos a passagem para o Céu da irmã Maria da Conceição Elias

  Maria Conceição Elias nasceu na Arrifana, a 30 de dezembro de 1938. A “obra dos retiros”, promovida pela Liga dos Servos de Jesus, funcionava em pleno e após um desses encontros – para raparigas, no Outeiro de São Miguel, inda muito nova, soube que Deus a chamava para colaborar no reinado de Cristo de uma forma especial e ficou a viver nessa comunidade onde, além de colaborar com a oração de reparação a que todas se dedicavam, foram-lhe atribuídas várias tarefas: cozinheira e vigilante de crianças são as mais recordadas. Com uma escolaridade incipiente e que já ia ficando para trás, mas com vários anos de prática, fez um curso de promoção que a habilitou para lidar com crianças e por mais de 5 anos esteve em Lagarinhos – uma localidade no município de Gouveia, onde, em tempos idos, além de jardim infantil funcionou também um posto médico. Abrira, na diocese, o Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos; ela foi incorporar a comunidade que o inaugurou. Mas também nesse ano se...

Elvira Alpendre

 Elvira Alpendre, nasceu em 9 de abril de 1937 e tinha um bom enquadramento familiar na obra da Liga dos Servos de Jesus, nomeadamente através do primo – o padre Dr. Francisco Inácio e da tia a, Dona Irene Alpendre, professora primária das alunas internas no colégio de Cerdeira. Por isso, sem surpresa, muito nova, Elvira entrou na Cerdeira e depois, a fim de crescer num grupo com outras raparigas da sua idade, foi transferida para a comunidade do Rochoso tendo, a seu tempo, concluído o magistério primário. Retribuiu a formação recebida com juros. Lecionou na telescola do Rochoso, depois nas escolas da Cerdeira e Outeiro de São Miguel. Reconhecendo-lhe a boa capacidade intelectual e profissionalismo, reuniram-se esforços a fim de Elvira frequentar o curso de Farmácia. Mas, não há gostos acabados e pouco de pois de concluída essa licenciatura foi-lhe diagnosticado um cancro agressivo cujo tratamento também trouxe efeitos secundários debilitantes. Lutou persistentemente contra a doenç...

Apagou-se mais um luzeiro na terra

 Maria Alice de Jesus Pires, nascida em 30 de setembro de 1931, era natural do Verdugal, uma pequena aldeia situada perto de Pera do Moço. Aos 13 anos que ela teve uma experiência transformadora durante um retiro espiritual para raparigas, no Outeiro de São Miguel. Durante esse encontro, Maria Alice sentiu um chamamento interior para viver em comunidade e dedicar-se à adoração eucarística. Compreendeu que era a sua vocação e seguiu esse caminho com coragem e determinação. Por essa altura, os pais e irmãos, tinham determinado que emigrariam para o Brasil e, naturalmente, queriam levá-la também. Mas, a irmã Alice foi irredutível, preferiu ficar na comunidade do Outeiro. Não acompanhou a família. Dedicou-se fervorosamente à missão a que se sentiu chamada, sem arrependimentos. Três vezes por semana, ela levantava-se no meio da noite, precisamente às 2 horas da madrugada, para rezar diante do Santíssimo Sacramento, na capela. Ali, em profunda comunhão espiritual, ela encontrava paz,...

«Descanse em paz, irmã Gaspar; e obrigado por tudo o que fez por nós».

 Hoje despedimo-nos de uma pessoa extraordinária, que deu a vida a servir os outros, e que fez a diferença na história dos que tiveram a sorte de privar com ela ou de serem seus educandos.  Estamos a escrever sobre Maria Gaspar Fonseca Monteiro, nascida em 17 de fevereiro de 1933, no Peroficós, município de Sabugal.  A comunidade onde deu entrada foi a Cerdeira do Côa.  Depois, dedicou alguns anos à missão em Monte Brito e em diferentes casas da Liga dos Servos de Jesus. Mais de metade da sua vida, contudo, residiu e dedicou-a à escola no Outeiro de São Miguel.  Na capela onde diariamente rezava e comungava, em redor da urna com o seu corpo presente, além das irmãs, amigos e simpatizantes da Liga dos Servos de Jesus, estiveram várias instituições, como a autarquia da Guarda, na pessoa do seu presidente; e também muitos dos que foram seus alunos. A eucaristia foi presidida pelo sr. bispo, D. Manuel da Rocha Felício e concelebraram vários sacerdotes. A capela chei...

Ir. Maria do Anjos Mendes Nabais

 IR. MARIA DOS ANJOS MENDES NABAIS A Ir. Maria dos Anjos Mendes nasceu no Vale da Senhora da Póvoa, no dia 04 de agosto do ano de 1933. A sua família era composta por cinco irmãos, três raparigas e dois rapazes. Estão entre nós duas irmãs e um irmão. Foram seus pais: Joaquim António e Maria José Mendes. Quase a despedir-se dos seus 89 anos de idade, todos eles gastos no conhecimento de Deus e na vivência do seu Amor, deixa em cada um de nós um misto de tristeza, saudade e de paz. Foi só nos anos de oitenta e cinco, que nos demos a conhecer, numa tarefa comum a ambos, embora em serviços diferentes: acompanhar o despertar vocacional dos rapazes em Seminário menor. Sim, foi no Seminário Menor do Fundão que fomos acompanhando os rapazes de então e que, no seu currículo escolar normal, não punham de parte a hipótese de seguir o sacerdócio ministerial. Até essa data sabia apenas que os seus ‘deveres’ tinham passado por, no Colégio da Cerdeira, ter acompanhado as adolescentes que aí estud...

MARIA DE LURDES JACINTO CERIEIRO

A irmã Maria de Lurdes Jacinto Cerieiro nasceu na freguesia de Fundão, no dia 12 de maio de 1927. Foram seus pais José Jacinto e Maria do Carmo Cerieiro.           Desconheço a data em que se terá tornado Serva de Jesus e as etapas anteriores vividas por ela. Só a conheci quando em 1972 cheguei, como aluno, ao Seminário Maior da Guarda. Lá no Fundão residia uma sua irmã, a Sra. D. Apolónia Cerieiro que conheci e com quem muitas vezes me cruzei. Havia um outro irmão, José Jacinto Cerieiro, que faleceu há cerca de três anos. Não o cheguei a conhecer. No Seminário da Guarda, a irmã Lurdes desempenhava a função de Coordenadora das irmãs. Quase sempre era ela quem nos distribuía as travessas dos condimentos, na hora da refeição. Sempre aprumada, cuidava também de tudo o que às alfaias religiosas dizia respeito. Depois cada um de nós seguiu o seu percurso. Terá deixado a comunidade do seminário da Guarda no ano de 1973-1974 para integrar a comunidade de ...

Foi hoje a sepultar a irmã Lurdes Jacinto

 Nascida na freguesia do Fundão, a 12 de maio, do ano de 1927, após alguns anos de doença, esteve ultimamente acolhida na Casa Abrigo São João de Deus. Da homilia do sr. bispo, D. Manuel da Rocha Felício, que presidiu à missa de corpo presente, na Guarda - Casa de Santa Luzia, na rua 31 de janeiro, retiramos o seguinte excerto: "irmãos e irmãs, esta casa, onde nós nos encontramos, tem um simbolismo muito próprio para a irmã Lurdes. Aqui, teve a oportunidade de servir, e fê-lo muito bem, ao sr. D. Policarpo nos últimos anos da sua vida. Depois, serviu outros sacerdotes. Estarmos, aqui, a celebrar a eucaristia de sufrágio, é fazer memória da sua vocação e da forma como ela, neste espaço, procurou interpretar a certeza de que: batizados em Cristo, com Ele ressuscitaremos para a Vida eterna. A irmã Lurdes fê-lo, servindo, à maneira de Jesus. E é este servir, à maneira de Jesus, que nós desejamos que continue, nas nossas vidas e nas nossas escolhas. Sabemos que estas opções, como a da...

MARIA JOSÉ COUTO MATOS (Brevíssimo testemunho)

  Em 25 de fevereiro do ano de 1944, nascia, na vila do Fundão, uma criança a quem foi dado o nome de Maria José Couto Matos. Era filha de Joaquim Salvado Matos e de Maria do Carmo Couto. Assim reza a certidão de nascimento. Do agregado familiar faziam parte mais dois irmãos e uma irmã. Tempos atrás, reconheci-a numa velha fotografia que me caiu nas mãos. Fazia parte dum grupo enorme de crianças que frequentavam, com tenra idade, o Preventório, hoje Lar D. Isabel Trigueiros. Franzina, de bibe, mas já com os traços fisionómicos que sempre a identificavam. Teria nessa altura os seus dez ou doze anitos. Pouco mais sei dela e da sua juventude. Estudando na Cerdeira formou-se em Lisboa. Regressou à Cerdeira do Côa agora como docente, ensinando as alunas com dedicação e profissionalismo. Só no início da década de oitenta é que a conheci fazendo parte da Liga dos Servos de Jesus e integrando a comunidade da Cerdeira do Côa. Nessa altura, era uma das muitas irmãs que se deslocavam até a...

Faleu a Ir. Maria José Couto Matos

 Estou convosco nesta hora de dor e de luto pela morte da Irmã Maria José Matos.  Serviu com alegria e disponibilidade servindo as pessoas e de modo particular as adolescentes e jovens que ao longo de décadas encontraram na Escola Regional da Cerdeira. Foi uma mãe, uma mestra, uma educadora; alguém sempre atenta às suas necessidades humanas, morais e espirituais.  Conheci-a no colégio da Cerdeira há mais de quarenta anos, em plena juventude. Era uma mulher de oração e testemunho; amiga de Jesus e do próximo.  Fiel seguidora do espírito do Senhor D. João de Oliveira Matos.  Que peça à Senhora do Rosário novas vocações para a Liga dos servos de Jesus, da qual foi membro do Conselho Coordenador, até à exaustão do sofrimento. Que Deus a recompense e lhe dê o eterno descanso.  Rezo por vós os amigos, simpatizantes e membros da Liga dos servos de Jesus e apresento os meus sentidos pêsames também à sua família de sangue.  Que o Senhor a recompense e dê a vida...

LUCÍLIA CRUZ DOS SANTOS

Numa escada de ‘degraus’ bem pequeninos e sempre a subir Lucília da Cruz dos Santos nasceu no dia 10 de setembro de 1924, na pequenina aldeia de Rapa, Celorico da Beira, sete meses depois da fundação da Liga dos Servos de Jesus pelo Sr. D. João. Foram seus pais Josefina Cruz e César Augusto Santos. Este casal tinha mais uma filha e um filho. Com a idade de 17 anos, em 1941, não sabemos como nem porquê, entrou na Obra do Senhor D. João. Acolheu-a a comunidade do Outeiro de São Miguel. Agora Lucília Cruz dos Santos acaba de ‘partir’ com a bonita idade de quase noventa e oito anos. Sua irmã foi mais longe. Alcançou os 104 anos de idade. (Bem bonito rol). Ao deixar a comunidade do Outeiro, passou a integrar a comunidade da Cerdeira do Côa. Aí assumiu a responsabilidade de ‘Professora de Lavores’ ensinando muitas alunas desejosas de aprender essa arte. Por perto, fica o local e as termas do Cró orientadas, nessa altura, pelas irmãs Servas de Jesus. Muitas vezes, aí apareceu numa missão de a...

Testemunho sobre a irmã Teresinha Moreira

 TERESA DE JESUS (Moreira) Como está longínquo o dia 14 de março de 1928. Foram noventa e quatro anos de vida. Estes, ainda que tenham passado muito depressa, revelam tempo significativo. A irmã Teresinha assim conhecida, terminou a sua carreira entre nós no dia 23 de julho de 2022, ao cair da noite. Teresa de Jesus (Moreira da parte da mãe) nasceu na pitoresca aldeia da Junça bem perto do rio Côa. Foram seus pais Manuel Monteiro Alverca e Maria Alves Moreira. Família cristã que viu com alegria a sua filha Teresa abraçar os ideias de D. João de Oliveira Matos. Não conheço o percurso como Serva de Jesus nem as comunidades por onde tenha passado. Há uns anos que se encontrava na comunidade da Liga dos Servos de Jesus na Cerdeira do Côa. Julgo ter sido essa a comunidade que a recebeu também. Para aí se retirou depois de ter percorrido outras comunidades. Nas muitas missões que aceitou e realizou uma delas foi como responsável das irmãs que se encontravam no Seminário da Guarda. É daí ...

Morreu a irmã Helena da comunidade do Fundão

 A irmã Helena Rodrigues morreu num dia bonito, o dia em que se celebrava o apóstolo S. Pedro - detentor das chaves do Reino dos Céu. Após os sofrimento porque passou, na terra, S. Pedro de certo que utilizou as chaves para que a irmã Helena entrasse diretamente no paraíso. E é com este sentimento humano de dor e de partida mas também de alegria cristã, pela certeza do seu encontro com Deus, que publicamos este artigo. Fazemo-lo agradecendo ao Pai o dom da vida desta nossa irmã. Caracterizou-a a serenidade. Qualidade que adquiriu, por osmose, no contacto com o sr. D. João de Oliveira Matos. Morrem, neste mundo, as pessoas que, no tempo, prolongavam o carisma do sr. D. João, e essa graça de Deus não pode, para nós, ser outra coisa senão alegria cristã e agradecimento por nos termos cruzado com irmã Helena, sabendo que ela, agora, vive a vida em pleno.

Miquelina Marques Abadesso

  Miguelina Marques Abadesso, nasceu a 15 de agosto de 1935, na Castanheira, uma freguesia da Guarda. Era a sexta de um grupo de dez irmãos. Ainda bastante nova, aderiu à Liga dos Servos de Jesus, atraída pelo carisma do sr. D. João de Oliveira Matos, um santo a caminho dos altares. Esteve bastante tempo doente. Com os ossos muito deformados, a irmã Miquelina, se tinha dores, não se queixava.  Em casa e no hospital não podia estar sem o terço, a devoção a Nossa Senhora foi uma constante na sua vida, mesmo antes da doença.  Do seu dinheiro pessoal; e, do que lhe vinha da família, costumava empregá-lo em favor das missões e na ajuda à Igreja que sofre. Gastou o seu tempo na cozinha ou a organizar a roupa - na lavagem e na costura, a acondicionar os pertences daqueles que, sem família, a tinham a ela como suporte para o seu bem-estar. Escrevendo, agora, sobre um poema de Frei Antonio das Chagas, testemunhamos que a irmã Miquelina “o resto do tempo, gastou-o sem conta, d...

Ir Joaquina na casa do Pai

  Joaquina da Silva Fonseca, nasceu a 1 de março de 1931. Entrou para a Liga dos Servos de Jesus, na Ruvina. Esteve também no Abrigo da Sagrada Família – Guarda Gare e, ligada ao Outeiro de São Miguel, foi enviada por essa comunidade para o Monte Brito. Foi, quase sempre a cozinheira nas missões onde esteve. Do Beiral, em Manteigas, ainda antes do 25 de abril em 74, foi para o Lar D. Isabel Trigueiros – Fundão, onde colaborava para que adolescestes e jovens ali residentes,  prosseguissem os seus estudos. E o testemunho que deram, algumas dessas jovens, ao saberem da notícia do seu falecimento, foi que era uma irmã muito bem disposta, com um riso fácil, discreto, quase constante. Gostava de anedotas e divertia-se com a simples recordação de situações caricatas que recontava a cada bocadinho. Vivia com alegria! Sim, com aquela felicidade que o mundo não pode dar nem a doença e as contrariedades podem tirar. Uma vez, já estava no Fundão - conta quem viu, a sua comunidade oferece...

Ir Beatriz Martinho

  Beatriz Caldeira Martinho, fez o que o Sr. D. João pregava que uma Serva de Jesus devia fazer. Na paróquia: deu catequese, visitava os idosos, os doentes e frequentava a eucaristia; dedicou muitas horas sua da vida à adoração. Quanto à sua chegada ao Rochoso, recordam as do mesmo grupo, que veio pela mão da mãe, ainda muito pequena. O irmão ainda mais novo, o António, portador de deficiência física, foi para o Abrunhal e o irmão mais velho, o José, para o Outeiro, onde aprendeu tipografia e conseguiu a sua autonomia financeira. A Beatriz, integrou o grupo das servinhas. Fez a sua consagração definitiva, em 1955, e acharam-lhe competências para trabalhar na secretaria, estavam ainda na primeira casa, na debaixo, aquela ao pé da estrada. Mas, a maior parte da sua vida, não a dedicou a papéis, recibos, nem a trabalhos de secretariado. O amor da Liga aos sacerdotes enviou-a para o presbitério, em Viseu. Mas a sociedade estava a mudar; as mulheres em geral e as mães, a assumir...

IRMÃ MARIA TERESA CORREIA

Maria Teresa Correia nasceu no lugar da Sequeira – Guarda, no dia 20 de Dezembro de 1944. Juntamente com seu irmão eram a alegria de seus pais. Seu irmão optou pelo matrimónio do qual nasceram dois filhos e uma filha. Esta antecipou-se e ‘partiu’ primeiro. Teresa Correia enamorou-se de um outro ideal. Atravessando o pequeno monte, por um dos muitos atalhos, veio a encontrar-se com a Obra de D. João de Oliveira Matos que florescia no sítio da Pombeira, rebatizado, nessa altura, com o nome de Outeiro de S. Miguel. Não sabemos quando nem tão pouco o porquê da sua escolha. A verdade é que desde sempre pugnou pelo ideal escolhido e em tudo procurou que ‘Jesus reinasse’. Fazer Jesus reinar, foi o seu lema de vida. Possuindo a antiga ‘quarta classe’ a verdade é que na questão de ‘ler, escrever e contar’ não deixava os seus créditos por mãos alheias. Primava em querer saber sempre mais e tinha sempre algo a perguntar para ficar mais elucidada. Assim pedem as atitudes que o Ideal ...

Irmã Irene repouse eternamente na Paz de Deus ...

A IRMÃ IRÉDIA (IRENE) EM BUSCA DA CASA DE DEUS A Irmã Irédia dos Santos Baraças, nasceu no Manigoto em 19/04/1923. Conhecida por Irmã Irene Baraças adormeceu em Deus no passado dia 04/01/ 2015. Quando nasceu já a fundação da Liga dos Servos de Jesus andava na mente do Sr. D. João de Oliveira Matos. Ao aderir ao seu ideal, tinha ela dezassete anos, acabou por entrar na casa do Rochoso e mais tarde por se inserir em outras comunidades. Ultimamente e há muito que se encontrava na comunidade do Rochoso. A sua morte surpreendeu-nos a todos. Caíra no refeitório das irmãs no dia 3 de janeiro, à noite. De imediato foi conduzida às urgências do Hospital da Guarda. Várias irmãs e familiares se apressaram a visitá-la no dia seguinte. Longe de se pensar o pior, ninguém se “despediu” dela. Assim e por volta das 18.00 horas éramos todos nós surpreendidos pela triste notícia da sua morte. O funeral realizou-se no dia seguinte. Marcaram presença muitos dos seus familiares, pessoas do Rochoso e ...

Irmã Irene, nas mãos de Deus

Ir Irene com D. António Moiteiro Nunca nada nos faz prever quando Deus bate à porta e chama para junto de Si, quando Ele quer e não quando nós queremos. Apesar da sua idade avançada, iria completar 92 anos no proximo mês de Abril, a sua jovialidade de sorriso e de personalidade vincada foi marcante na abertura de algumas das casas da Liga, na sua dedicação ao trabalho, fosse ele qual fosse, mas o que mais gostava de fazer era tratar das plantas e das flores. Em grande parte da vida ligada à Casa de Trabalho Jesus, Maria e José - Rochoso (na qual viveu e fez comunidade), O Senhor chamou-a para a Sua Casa, talvez estivesse a precisar de uma "jardineira". Guarda-a bem junto de Ti, Senhor, e a todos fortalece-nos no caminho da evangelização e do trabalho, na descoberta dos caminhos que Tu queres que sigamos.