Ontem, dia 22 de abril, a Irmã Edite da Comunidade da Ruvina, nascida em 21 de dezembro de 1930, partiu antes de nós, como regista a memória distribuída na capela onde se celebrou a Missa de Exéquias. As suas p rincipais v irtudes, creio que foram: a f idelidade e a d iscrição. F idelidade à vocação , vivida num "silêncio escondido e discreto" . O seu amor foi constante, sem necessidade de aplausos ou alarido. Respondeu com g enerosidade e e ntrega ao chamamento divino, fê-lo sem reservas . Enquanto velava na capela, junto ao seu corpo, ouvi descreve-la como uma irmã "tão boa, tão generosa e tão trabalhadora!" A sua vida espelhou o sermão da montanha. Identifica mo-la com os pobres em espírito, os humildes e os puros de coração . Demonstrou, uma vez mais a aceitação da vontade de Deus, durante o período de enfermidade e diminuição de forças que antecedeu a sua partida. A Irmã Edite, foi a concretização da metáfora evangélica. T al como o grão de tri...
José dos Santos Pinho morreu de cancro. A notícia marcou a comunidade que o acompanhou ao longo do tempo. A sua ligação à vida da Igreja foi constante e expressou‑se em muitos momentos. Como servo externo, estava presente nas atividades da Liga dos Servos de Jesus e participava nas adorações de quinta‑feira em Santa Luzia. A sua presença nesses encontros mostrava o valor que dava ao silêncio, à escuta e ao convívio fraterno. Desempenhou funções de sacristão na Sé e na Misericórdia. Preparava o espaço, organizava a sacristia e assegurava o necessário para cada celebração. O seu trabalho permitia que a comunidade e o sacerdote encontrassem tudo pronto para o culto. Era uma tarefa discreta, mas essencial para o ritmo litúrgico. Era uma pessoa de relações fáceis e mantinha com todos um modo simples de estar. Nos últimos tempos viveu grande sofrimento, algo que soube aceitar e sublimar. A memória de José dos Santos Pinho permanece ligada ao serviço e ao compromisso com a vida da Igreja. A c...