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"Se o nosso destino é amar e servir a Jesus... oxalá o façamos sempre com Justiça, em Paz e na Alegria do Espírito."


MÊS DE NOVEMBRO

No próximo dia vinte deste mês de Novembro, a Igreja celebrará liturgicamente a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.
“É preciso que Ele reine” é a nossa divisa de membros da Liga dos Servos de Jesus. Sabemos que o Reino constitui a essência, a ação e o amor do Verbo de Deus. Foi para estabelecer este Reino em todo o universo que o Verbo encarnou. Foi através de parábolas muito simples que Jesus o apresentou às multidões. Foi por causa de Jesus se ter declarado Filho de Deus e Rei que ele foi abandonado, traído, preso, maltratado e condenado à morte. Mas “ao terceiro dia segundo as escrituras”, com a sua ressurreição, na vitória sobre o poder da morte, o mesmo Jesus não deixa de se fazer visível enquanto Filho, o amado do Pai, a Vida plena, “sentado” à direita do Pai, pronto para vir como Senhor e juiz dos vivos e dos mortos. Deste modo Ele se apresentará um dia, a todos nós, como herança de cada um, convidando-nos a reinar com Ele para glória de Seu Pai.
            Mas de que realeza estamos nós a falar? Que tipo de Reino constituímos nós os que através de Jesus e do Seu amor aderimos ao Pai?
É S. Paulo quando escreve ao Romanos, quem nos dá a resposta genuína:
“ O Reino de Deus não é uma questão de comida ou de bebida, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo. E quem deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e estimado pelos homens. Procuremos, portanto, aquilo que leva à paz e à edificação mútua”.
Justiça! Não se trata aqui da justiça penal. É antes a ação salvífica do nosso Deus para connosco; da sua misericórdia que se debruça sobre nós, que trata de nós, que nos salva dos inimigos, que nos reconforta e dá vigor para voltarmos ao combate de cada dia. O homem que descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos malfeitores não ficou para sempre na estalagem. Uma vez curado, prosseguiu a sua vida de cada dia. Provavelmente, terá voltado a Jerusalém e ter-se-á precavido para ciladas futuras. Quando Deus nos perdoa e nos salva, há que voltar ao combate de cada dia mesmo sabendo que outros perigos espreitam lá.
Paz! A paz de que aqui se fala é o SHALOM. É a bênção de Deus para o seu povo, para os seus eleitos, para quem Lhe é fiel, sobretudo para o orfão, para a viúva, para os humildes. É proteção, é carinho, é  misericórdia. É vida, alimento, abrigo seguro e sobretudo presença protectora.
Alegria no Espírito! Esta alegria brota do interior de cada um de nós pela certeza de termos sido e estarmos salvos, gratuitamente. Brota da consciência de sermos amados por Deus como Seus filhos adoptivos. Brota do facto de não sermos mais estrangeiros. Ao contrário, possuímos as primícias do Espírtito com o qual clamamos ABBA. A alegria, a paz de que aqui se fala, traduz-se nas palavras do salmista: “Antes fico sossegado e tranquilo, como criança ao colo da mãe”.
Quando colocamos a Justiça, a paz e a alegria na sua dimensão de serviço então sim, somos agradáveis a Deus e não deixamos de ser estimados por muitos dos que nos rodeiam.
Se o nosso destino é amar e servir a Jesus, (quantas vezes o não cantámos já) oxalá o façamos sempre com Justiça, em Paz e na Alegria do Espírito.
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Observação:  Neste mês dedicado também aos que nos precederam a caminho do Pai, tal como sempre o temos feito, seja a nossa oração pelo seu descanso eterno, nessa alegria de quem foi salvo por Deus numa misericórdia sem limites!

Guarda, 2016-11-01

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P. Alfredo Pinheiro Neves

(Assistente Geral)

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