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Celebração do Aniversário da Liga dos Servos de Jesus no Outeiro de São Miguel

A Liga dos Servos de Jesus comemorou 102 anos de existência no dia 11 de fevereiro e, no passado sábado, dia 14, reuniu-se no Outeiro de São Miguel Para comemorar essa mesma efeméride.

O programa iniciou com uma conferência em que foi palestrante o Pe. Paulo Figueiró. Servas Internas, Servos Externos, Amigos e Simpatizantes da Liga puderam ouvir o pregador tratar o tema “É preciso que Jesus Reine” e como a Igreja, ao longo da história, foi procurando que Jesus reinasse, assinalando quando o fez de maneira certa e quando se chegou à conclusão que estava a enveredar por caminhos errados. Desta forma, os presentes foram impelidos a pensar que caminhos, enquanto Liga, estão ser trilhados da forma certa ou errada, para que seja cumprido o lema escolhido pelo seu Fundador.
Depois, na capela tumular, o Sr. D. José Miguel – Bispo da Guarda e Superior da Liga - presidiu à celebração da Eucaristia da Festa dos Santos Cirilo, monge, e Metódio, bispo,
Padroeiros da Europa, tendo concelebrado o Sr. D. António Moiteiro – Bispo de Aveiro e Vice-Postulador da Causa da Beatificação do Venerável D. João de Oliveira Matos – e 5 sacerdotes do presbitério diocesano.
Na sua homilia, o prelado fez referência à palestra que antecedeu a celebração, para interpelar a Assembleia, pedindo que se fizesse a reflexão sobre a forma de como olhamos para a história (pessoal e da Liga) e se o fazemos querendo ver só as coisas boas. Utilizando a imagem do barco que uma vez vira mais para a direita, outras mais para a esquerda, simbolizando estes lados a vertente espiritual e institucional (obras sociais), disse ser necessário encontrar o ponto de equilíbrio para que o barco não naufrague. 
Ainda com base na pregação antecedente perguntou: qual o futuro para a Liga, nomeadamente o que Deus quer e como quer reinar e não o Homem.
As questões continuaram a ser formuladas, desta feita, com base na Palavra de Deus que havia sido escutada. 
Partindo da primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, provocou a Assembleia com a questão de que tipo de Missão está cada um disposta a aceitar. Na certeza de que para há que libertar de certas coisas para abraçar os horizontes que a Palavra de Deus nos abre. Continuou perguntando que “Missão servimos? A vida terrena ou eterna?”, explicando que “a vida eterna é a vida de Deus em nós, que se consumará pós-morte, mas que se inaugura em cada um” e, desta forma, esta vida eterna já se encontra iniciada.
De seguida, tomando por base o Evangelho de Lucas, disse querer provocar a Liga e perguntou “o que levamos para o caminho? Onde apoiamos o nosso sustento? Alforge, sandálias ou Paz de Deus?”. Ou seja, “em Deus ou naquilo que deus nos deu”, rematando que deve a paz de Deus ser o nosso sustento.
Como provocação final, a Liga foi indagada se, nos próximos anos, Jesus encontrará 72 discípulos nesta obra para enviar aos lugares da Diocese da Guarda, explicando de seguida que se referia à constituição de equipas pastorais das Unidades Pastorais e para as quais queria contar com os membros da Liga.
Depois do Banquete Eucarístico, seguiu-se o almoço convívio e bolo de aniversário.

Jorge Craveiro





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